Animal Philosophy

A collaboration between the Practical Philosophy Research Group (Praxis) of the Centre of Philosophy of the University of Lisbon and the Research Group Ethics and Rights of the Animals (Diversitas, Núcleo de Estudos das Diversidades, Intolerâncias e Conflitos, FFLCH- University of São Paulo) 

Reading Group as part of the Praxis-CFUL activities

Working Language: Portuguese

Organizers: Dr. Dirk Michael Hennrich (Praxis-CFUL – dh@letras.ulisboa.pt) & Luanda Francine Garcia da Costa (DIVERSITAS-USP – luanda.francine@gmail.com)

A atividade é aberta e não é necessário realizar inscrição. Os encontros serão realizados pela plataforma Zoom, neste endereço. (ID da reunião: 854 1592 7501 | Senha de acesso: 994220)

 

Além da preocupação contínua da filosofia com as questões da diferença antropológica, a filosofia animal é uma disciplina filosófica relativamente nova. Somente na segunda metade do século XX, com obras fundamentais como ‘Animal Liberation’ (1975), de Peter Singer, pode-se falar de um sentido intenso e cada vez mais aprofundado da filosofia animal e do status ético e legal dos animais no contexto acadêmico. O grupo de leitura ‘Filosofia Animal’ tem como objetivo ler e discutir textos clássicos e contemporâneos sobre a questão do lugar ético e legal dos animais, no âmbito da ontologia, da política e da atual crise ecológica.

Para o primeiro módulo , escolhemos o filósofo Jacques Derrida, por seu interesse e consideráveis contribuições sobre a questão da animalidade e dos animais. Iniciaremos com a leitura do livro O animal que logo sou (a seguir).

Texto da aula proferida durante o terceiro colóquio de Cerisy, em 1997, cujas atas do colóquio resultaram no livro L’animal autobiographique, o O animal que logo sou (a seguir) apresenta a construção de um novo olhar sobre os animais e o sobre a genealogia distintiva entre humano-animal fundamentada na posição de domínio da visão pelo homem. Derrida faz a sustentação de que os animais tenham os seus próprios pontos de vista, indagando o esquecimento calculado dos animais (não os metaforizados, mas os viventes reais que escapam aos conceitos) e da própria animalidade pela filosofia, colocando assim em  questão o “que quer dizer viver, falar, morrer, ser e mundo, como ser-no-mundo ou como-ser-ao-mundo” quando nos aproximamos “do que chamam o animal” (p. 28-29).

Trabalharemos com a edição brasileira, traduzida por Fábio Landa pela editora Unesp. A versão original francesa poderá servir como apoio se necessário. Com periodicidade semanal, realizaremos 10 encontros, às sextas-feiras. A programação detalhada será distribuída na primeira sessão, onde iniciaremos a leitura a partir da pág. 11 até o início da pág. 21.

 

Início: 16 de abril | Término: 18 de junho
Horário: 14h00 – 16h00 (Lisboa – GMT+0) | 10h00-12h00 (Brasília)

 

Bibliografia:

DERRIDA, Jacques. O animal que logo sou. Trad. Fábio Landa. São Paulo: Unesp, 2002.

 

Bibliografia complementar:

BERGER, John. Porquê Olhar os animais? In: Porquê Olhar os animais? Tradução: Jorge Leandro Rosa. Lisboa: Antígona, 2020. (p. 21-60)

DERRIDA, Jacques, ROUDINESCO, Elisabeth. Cap. 5: “Violências contra os Animais”. In: De que amanhã… Diálogos. Trad.: André Telles. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 2004, pp.80-96.

DERRIDA, Jacques. L’animal que donc je suis. Paris: Galilée, 2006.