{"id":2840,"date":"2024-02-15T13:59:01","date_gmt":"2024-02-15T13:59:01","guid":{"rendered":"https:\/\/cful.letras.ulisboa.pt\/praxis\/?p=2840"},"modified":"2024-02-16T11:31:12","modified_gmt":"2024-02-16T11:31:12","slug":"praxis-seminar-2023-24-s10","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cful.letras.ulisboa.pt\/praxis\/praxis-seminar-2023-24-s10\/","title":{"rendered":"Praxis Seminar: Research Colloquium in Practical Philosophy 2023\/24, Session 10"},"content":{"rendered":"<p>Jos\u00e9 Miranda Justo<\/p>\n<p>Praxis-CFUL<\/p>\n<h5 class=\"gmail_default\">A \u00abVi\u00fava Negra\u00bb da Filosofia: Haver\u00e1 Lugar para Falar de um Conceito de Heterogeneidade em Filosofia?<\/h5>\n<p>20 February 2024, 17h00 (Lisbon Time \u2014 GMT+0)<\/p>\n<p><strong>Sala Mattos Rom\u00e3o (Room C201.J \u2013 Department of Philosophy)<\/strong><\/p>\n<p>School of Arts and Humanities \u2013 University of Lisbon<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Abstract<\/strong><\/p>\n<p>Entendendo, em termos deleuzianos, a tarefa pr\u00f3pria da filosofia como <em>cria\u00e7\u00e3o de conceitos<\/em>,<br \/>\nmas pensando, por outro lado, os conceitos como entidades vivas e em devir constante<br \/>\ndentro de um plano de consist\u00eancia, no qual se articulam com outros conceitos em<br \/>\nprocessos transformativos de colabora\u00e7\u00e3o\/conflito, a minha apresenta\u00e7\u00e3o visa perguntar se<br \/>\na no\u00e7\u00e3o de <em>heterogeneidade<\/em> pode ser entendida como um verdadeiro conceito. Para<br \/>\nresponder a esta quest\u00e3o darei alguns passos explorat\u00f3rios. Primeiramente, come\u00e7arei por<br \/>\nconfrontar a heterogeneidade com duas outras figuras da diferen\u00e7a com as quais \u00e9<br \/>\nfrequentemente confundida: a diversidade e a multiplicidade. Ver-se-\u00e1 assim qual o modo<br \/>\nde agir pr\u00f3prio das heterogeneidades. Seguidamente, tratar-se-\u00e1 de mostrar que, em<br \/>\nfilosofia, a heterogeneidade, enquanto dispositivo heur\u00edstico, permite \u2013 em primeiro lugar \u2013<br \/>\nexercer uma vasta quantidade de tarefas eminentemente cr\u00edticas fundamentalmente<br \/>\ndirigidas contra as nefastas consequ\u00eancias da voca\u00e7\u00e3o profundamente \u00abunitarista\u00bb da<br \/>\ntradi\u00e7\u00e3o filos\u00f3fica. De um modo geral, o t\u00f3pico da heterogeneidade introduz uma cr\u00edtica<br \/>\nfrontal de todos os mecanismos <em>organicamente redutores<\/em> no seio das discursividades<br \/>\nfilos\u00f3ficas. De seguida, procurar\u00e1 evidenciar-se que a considera\u00e7\u00e3o de um espa\u00e7o filos\u00f3fico<br \/>\npara a heterogeneidade permite introduzir no trabalho filos\u00f3fico dimens\u00f5es de infinitude<br \/>\npotencial que apontam no sentido de um horizonte irremediavelmente mutante das<br \/>\ninvestiga\u00e7\u00f5es nos diversos terrenos da filosofia pr\u00e1tica e, ao mesmo tempo, dotado de uma<br \/>\n\u00ababund\u00e2ncia\u00bb previamente indeterminada. Esta abund\u00e2ncia indeterminada abre igualmente<br \/>\no caminho para uma compreens\u00e3o da cria\u00e7\u00e3o do radicalmente novo, designadamente \u2013 mas<br \/>\nn\u00e3o apenas \u2013 em arte. Finalmente, procurarei responder (provisoriamente) \u00e0 dif\u00edcil quest\u00e3o<br \/>\nde saber se a heterogeneidade tem uma ontologia pr\u00f3pria ou, ao menos, uma inscri\u00e7\u00e3o<br \/>\nontol\u00f3gica determinada\/determin\u00e1vel. A tentativa de encarar este problema levar-me-\u00e1 por<br \/>\nfim a defender que a heterogeneidade <em>\u00e9 e n\u00e3o \u00e9<\/em> um conceito filos\u00f3fico no sentido<br \/>\nintroduzido no in\u00edcio da apresenta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Jos\u00e9 Miranda Justo Praxis-CFUL A \u00abVi\u00fava Negra\u00bb da Filosofia: Haver\u00e1 Lugar para Falar de um Conceito de Heterogeneidade em Filosofia? 20 February 2024, 17h00 (Lisbon Time \u2014 GMT+0) Sala Mattos Rom\u00e3o (Room C201.J \u2013 Department of Philosophy) School of Arts and Humanities \u2013 University of Lisbon &nbsp; Abstract Entendendo, em termos deleuzianos, a tarefa pr\u00f3pria [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"activitypub_content_warning":"","activitypub_content_visibility":"","activitypub_max_image_attachments":4,"activitypub_interaction_policy_quote":"","activitypub_status":"","footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-2840","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-uncategorized"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/cful.letras.ulisboa.pt\/praxis\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2840","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/cful.letras.ulisboa.pt\/praxis\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/cful.letras.ulisboa.pt\/praxis\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cful.letras.ulisboa.pt\/praxis\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cful.letras.ulisboa.pt\/praxis\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2840"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/cful.letras.ulisboa.pt\/praxis\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2840\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2852,"href":"https:\/\/cful.letras.ulisboa.pt\/praxis\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2840\/revisions\/2852"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/cful.letras.ulisboa.pt\/praxis\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2840"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/cful.letras.ulisboa.pt\/praxis\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2840"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/cful.letras.ulisboa.pt\/praxis\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2840"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}