{"id":2197,"date":"2021-06-18T18:35:21","date_gmt":"2021-06-18T17:35:21","guid":{"rendered":"https:\/\/cful.letras.ulisboa.pt\/praxis\/?p=2197"},"modified":"2021-06-18T18:36:01","modified_gmt":"2021-06-18T17:36:01","slug":"gl-filosofia-animal-eti","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cful.letras.ulisboa.pt\/praxis\/gl-filosofia-animal-eti\/","title":{"rendered":"Grupo de Leitura Filosofia Animal: Encontro Tem\u00e1tico Interseccional"},"content":{"rendered":"<h5><em><strong>&#8220;O animal que n\u00e3o existe:<\/strong><\/em><\/h5>\n<h5><em><strong>Orif\u00edcios coloniais, o del\u00edrio do Nome e uma l\u00edngua salivante&#8221;<\/strong><\/em><\/h5>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Integrando o ciclo de estudos sobre a obra <em>O animal que logo sou<\/em>, de Jacques Derrida, promovido pelo Grupo de Leitura Filosofia Animal (<a href=\"https:\/\/cful.letras.ulisboa.pt\/praxis\/animal-philosophy\/\">Grupo Praxis-CFUL<\/a>\/<a href=\"https:\/\/diversitas.fflch.usp.br\/node\/4053\">Diversitas-USP<\/a>), realizar-se-\u00e1 o Encontro tem\u00e1tico interseccional \u201cO animal que n\u00e3o existe: orif\u00edcios coloniais, o del\u00edrio do Nome e uma l\u00edngua salivante\u201d, com a participa\u00e7\u00e3o de Carlos Cardozo Coelho (UERJ, Brasil). A atividade ser\u00e1 online (via Zoom) e n\u00e3o \u00e9 necess\u00e1rio fazer inscri\u00e7\u00e3o para participar.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Data:<\/strong> 23 de junho de 2021<\/p>\n<p><strong>Hora:<\/strong>\u00a019h00 &#8211; 20h00 (GMT Lisboa) | 15h00 &#8211; 16h00 (GMT Bras\u00edlia)<\/p>\n<p><strong>Acesso ao encontro<\/strong>:<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/videoconf-colibri.zoom.us\/j\/88415581354\">https:\/\/videoconf-colibri.zoom.us\/j\/88415581354<\/a><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>Resumo:<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><em>\u201cO Ocidente \u00e9 desenhado como um tubo com dois orif\u00edcios: uma boca emissora de sinais p\u00fablicos e um \u00e2nus impenetr\u00e1vel\u201d<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">Paul B. Preciado<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>O \u201canimal\u201d s\u00f3 existe enquanto apagamento dos animais \u2014<\/em>\u00a0esta \u00e9 provavelmente a grande li\u00e7\u00e3o que o pensador franco-magrebino Jacques Derrida nos d\u00e1 no seu texto <em>L\u2019animal qui donc je suis<\/em>\u00a0(2006). N\u00e3o existe o animal em geral enquanto categoria gen\u00e9rica, mas o que existe s\u00e3o os animais em sua singular pluralidade e em sua singularidade plural: o gato, a vaca, o baiacu, a gar\u00e7a, o humano etc. Cada um destes animais, com suas diferen\u00e7as singulares, s\u00e3o sempre lidos como \u201c<em>em priva\u00e7\u00e3o<\/em>\u201d, seja em priva\u00e7\u00e3o de <em>logos<\/em>, seja em priva\u00e7\u00e3o de linguagem e de cultura, seja em priva\u00e7\u00e3o de t\u00e9cnica, seja em priva\u00e7\u00e3o de resposta e de consci\u00eancia, eles s\u00e3o lidos com <em>em falta <\/em>na mesma medida em que suas exist\u00eancias incomensur\u00e1veis s\u00e3o medidas pela r\u00e9gua do Homem.<\/p>\n<p>Dando continuidade ao projeto do materialismo m\u00e1gico e do comunismo cosmol\u00f3gico desenvolvido no livro <em>Ontofagia, um materialismo m\u00e1gico<\/em>\u00a0(2020), pretendo pensar o conceito de animal enquanto um mecanismo de domina\u00e7\u00e3o colonial e de produ\u00e7\u00e3o de um tipo de viol\u00eancia espec\u00edfica: o especismo enquanto estrutura de domina\u00e7\u00e3o e produ\u00e7\u00e3o de corpos e de localidades materiais.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Carlos Cardozo Coelho<\/strong> \u00e9 professor colaborador e p\u00f3s-doutor pela P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Filosofia da UERJ. Bacharel, Licenciado e Mestre em Filosofia pela UFRJ. Doutor em Filosofia pela PUC-Rio (orientador: Paulo Cesar Duque-Estrada) com est\u00e1gio na Universidade de Paris X sob a dire\u00e7\u00e3o do professor Patrice Maniglier. Estuda atualmente ontologia contempor\u00e2nea de uma perspectiva decolonial, pensando uma ontologia aberta aos diferentes modos de existir e \u00e0s diferentes cosmologias n\u00e3o-ocidentais que recolocam a oposi\u00e7\u00e3o entre os existentes humanos e os existentes n\u00e3o-humanos de outras formas. Autor de <em>Ontofagia, um materialismo m\u00e1gico<\/em>\u00a0(Ape&#8217;ku Editora, Rio de Janeiro, 2020), texto no qual constr\u00f3i uma ontologia decolonial, de forma que as lutas e os conceitos que s\u00e3o propostos neste texto s\u00e3o insepar\u00e1veis: construir novas formas de pensar o comum para al\u00e9m de princ\u00edpios antr\u00f3picos e dos mecanismos coloniais constru\u00eddos pelo \u201cOcidente\u201d atrav\u00e9s de uma bruxaria conceitual e decolonial.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&#8220;O animal que n\u00e3o existe: Orif\u00edcios coloniais, o del\u00edrio do Nome e uma l\u00edngua salivante&#8221; &nbsp; Integrando o ciclo de estudos sobre a obra O animal que logo sou, de Jacques Derrida, promovido pelo Grupo de Leitura Filosofia Animal (Grupo Praxis-CFUL\/Diversitas-USP), realizar-se-\u00e1 o Encontro tem\u00e1tico interseccional \u201cO animal que n\u00e3o existe: orif\u00edcios coloniais, o del\u00edrio [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"activitypub_content_warning":"","activitypub_content_visibility":"","activitypub_max_image_attachments":4,"activitypub_interaction_policy_quote":"","activitypub_status":"","footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-2197","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-uncategorized"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/cful.letras.ulisboa.pt\/praxis\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2197","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/cful.letras.ulisboa.pt\/praxis\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/cful.letras.ulisboa.pt\/praxis\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cful.letras.ulisboa.pt\/praxis\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cful.letras.ulisboa.pt\/praxis\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2197"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/cful.letras.ulisboa.pt\/praxis\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2197\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2222,"href":"https:\/\/cful.letras.ulisboa.pt\/praxis\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2197\/revisions\/2222"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/cful.letras.ulisboa.pt\/praxis\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2197"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/cful.letras.ulisboa.pt\/praxis\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2197"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/cful.letras.ulisboa.pt\/praxis\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2197"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}