{"id":1882,"date":"2021-01-18T11:16:46","date_gmt":"2021-01-18T11:16:46","guid":{"rendered":"https:\/\/cful.letras.ulisboa.pt\/praxis\/?p=1882"},"modified":"2021-01-18T12:12:44","modified_gmt":"2021-01-18T12:12:44","slug":"filosofia-da-cultura","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cful.letras.ulisboa.pt\/praxis\/filosofia-da-cultura\/","title":{"rendered":"Filosofia da Cultura"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-2006\" src=\"https:\/\/cful.letras.ulisboa.pt\/praxis\/wp-content\/uploads\/sites\/4\/2020\/10\/Filosofia-da-Cultura-2.jpg-2-724x1024.jpg\" alt=\"\" width=\"495\" height=\"700\" srcset=\"https:\/\/cful.letras.ulisboa.pt\/praxis\/wp-content\/uploads\/sites\/4\/2020\/10\/Filosofia-da-Cultura-2.jpg-2-724x1024.jpg 724w, https:\/\/cful.letras.ulisboa.pt\/praxis\/wp-content\/uploads\/sites\/4\/2020\/10\/Filosofia-da-Cultura-2.jpg-2-212x300.jpg 212w, https:\/\/cful.letras.ulisboa.pt\/praxis\/wp-content\/uploads\/sites\/4\/2020\/10\/Filosofia-da-Cultura-2.jpg-2-768x1087.jpg 768w, https:\/\/cful.letras.ulisboa.pt\/praxis\/wp-content\/uploads\/sites\/4\/2020\/10\/Filosofia-da-Cultura-2.jpg-2-scaled.jpg 1809w\" sizes=\"auto, (max-width: 495px) 100vw, 495px\" \/><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>(Clique\u00a0\u25ba para visualizar)<\/p>\n<details>\n<summary><strong>DESCRI\u00c7\u00c3O E OBJETIVOS<\/strong><\/summary>\n<p style=\"padding-left: 40px;\">Na Gr\u00e9cia Antiga, a m\u00e1xima \u201cconhece-te a ti mesmo\u201d surgiu no panorama da filosofia ocidental e tem acompanhado o homem como pano de fundo do percurso filos\u00f3fico universal, em busca de um conhecimento unificador de todas as coisas.\u00a0A Filosofia da Cultura <i>stricto sensu<\/i>, tal como outras filosofias do genitivo, \u00e9 um sinal da fragmenta\u00e7\u00e3o do saber filos\u00f3fico e da fal\u00eancia de uma vis\u00e3o da totalidade. Se, por um lado, emerge numa \u00e9poca marcada pelo descr\u00e9dito da filosofia sistem\u00e1tica e especulativa, procura, por outro lado, e em reac\u00e7\u00e3o contra o avan\u00e7o galopante do positivismo e a ramifica\u00e7\u00e3o das ci\u00eancias emp\u00edricas, recuperar da metaf\u00edsica cl\u00e1ssica o estatuto de saber fundamental.<\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px;\">\u00c9 na Alemanha das primeiras d\u00e9cadas do s\u00e9culo xx que a tens\u00e3o entre crise da metaf\u00edsica e crise das ci\u00eancias se torna consciente, objecto de sombrios diagn\u00f3sticos quanto ao decl\u00ednio da civiliza\u00e7\u00e3o (<i>Zivilization<\/i>), mas, ao mesmo tempo, incentivo de diferentes propostas de refunda\u00e7\u00e3o da ideia de Cultura (<i>Kultur<\/i>).\u00a0O estudo desta \u00e9poca e de alguns textos dos seus protagonistas permitir\u00e1 lan\u00e7ar luz sobre a nossa actualidade, nomeadamente, sobre o lugar da filosofia e a perenidade ou historicidade dos seus problemas, com particular incid\u00eancia na Antropologia.\u00a0O que diz o homem de si pr\u00f3prio? Na primeira metade do s\u00e9culo XX, muitos foram os autores que ensaiaram respostas a essa pergunta. E ela continua a ter lugar no panorama filos\u00f3fico contempor\u00e2neo e na investiga\u00e7\u00e3o cient\u00edfica de primeira ordem.<\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px;\">Este grupo de leitura prop\u00f5e analisar alguns fragmentos de obras que desenham o percurso do pensamento europeu na tentativa de aperfei\u00e7oar uma resposta, ao longo deste per\u00edodo.\u00a0Tal percurso come\u00e7a com Simmel, te\u00f3rico da Modernidade, que nela descortina a diverg\u00eancia tr\u00e1gica entre o avan\u00e7o da cultura objectiva e a retrac\u00e7\u00e3o da cultura subjectiva. Seguem-se Rickert, que identifica cultura com a ordem supra-individual dos valores e Weber na tentativa da defini\u00e7\u00e3o de um conceito e de um m\u00e9todo cient\u00edfico de estudo para a cultura.\u00a0Heidegger explora a necessidade do estudo sobre a ess\u00eancia do ser e da exist\u00eancia, ou seja a Anal\u00edtica do <i>Dasein<\/i> e a dissemelhan\u00e7a com a Antropologia, a Psicologia e a Biologia. Scheler vem estabelecer as caracter\u00edsticas pr\u00f3prias do animal e as do ser humano, com objetivo de estabelecer uma fronteira entre ambos. Por seu lado, Groethuysen recupera a m\u00e1xima \u201cconhece-te a ti mesmo\u201d e fazendo um percurso hist\u00f3rico da demanda em busca da melhor maneira de cumprir essa recomenda\u00e7\u00e3o cl\u00e1ssica, acaba por indicar um caminho que poder\u00e1 ter contribu\u00eddo para um estudo da personalidade, que Mounier vem transformar em \u201cpessoalidade\u201d, propondo-o como centro para o estudo do homem que ainda hoje se mant\u00e9m em v\u00e1rias ci\u00eancias como a Psicologia, a Medicina, a Sociologia, entre outras.<\/p>\n<\/details>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>L\u00edngua de trabalho: Portugu\u00eas<\/p>\n<p>Organizadores: Prof. Adriana Ver\u00edssimo Serr\u00e3o (adrianaserrao@letras.ulisboa.pt) e M\u00e1rio Cardoso (mariocardoso@campus.ul.pt)<\/p>\n<p><span style=\"color: #ff0000;\">Para participar, contacte os organizadores por correio eletr\u00f3nico.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><strong>Quartas-feiras, \u00e0s 17h30<\/strong> (ver cronograma)<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h5><strong>Cronograma<\/strong><\/h5>\n<p><b>20 Janeiro 2021 (online &#8211; via Zoom)<\/b><\/p>\n<ul>\n<li>Georg Simmel, \u201cVom Wesen der Kultur\u201d. Trad. port.: Pasti, H. B. (2014). \u201c<em>Da ess\u00eancia da Cultura<\/em> (1908) de Georg Simmel\u201d. <em>Ideias<\/em>, 4, 249-261. Recuperado de <a href=\"https:\/\/periodicos.sbu.unicamp.br\/ojs\/index.php\/ideias\/article\/view\/8649422\"><span style=\"color: #0000ff;\">aqu\u00ed<\/span><\/a><\/li>\n<\/ul>\n<p><b>3 Fevereiro 2021<\/b><\/p>\n<ul>\n<li>Heinrich Rickert, <i>Kulturwissenschaft und Naturwissenschaft<\/i> (1899).\u00a0Trad. cast.: M. Garc\u00eda Morente, Madrid: Espasa-Calpe, 1965<\/li>\n<\/ul>\n<p><b>24 Fevereiro 2021<\/b><\/p>\n<ul>\n<li>Max Weber, <i>Wissenschaft als Beruf<\/i> (1917). Trad. port: <em>A ci\u00eancia como voca\u00e7\u00e3o<\/em>, na LusoSofia.<\/li>\n<\/ul>\n<p><b>10 Mar\u00e7o 2021<\/b><\/p>\n<ul>\n<li>Martin Heidegger, <i>Ser e Tempo <\/i>(1927) \u2013 Primeiras p\u00e1ginas do capitulo 1: \u201cA Exposi\u00e7\u00e3o da Tarefa de An\u00e1lise Preparat\u00f3ria do Dasein\u201d<\/li>\n<\/ul>\n<p><b>31 Mar\u00e7o 2021<\/b><\/p>\n<ul>\n<li>Max Scheler, <i>A Situa\u00e7\u00e3o do Homem no Cosmos <\/i>(1928) \u2013 Primeiras p\u00e1ginas do capitulo 2: \u201cDiferen\u00e7a Essencial entre o Homem e o Animal\u201d<\/li>\n<\/ul>\n<p><b>14 Abril 2021<\/b><\/p>\n<ul>\n<li>Bernard Groethuysen, <i>Antropologia Filos\u00f3fica <\/i>(1928) \u2013 Capitulo 9 \u201cPerspectivas que Oferece o Desenvolvimento da Antropologia nos Tempos Modernos\u201d<\/li>\n<\/ul>\n<p><b>28 Abril 2021<\/b><\/p>\n<ul>\n<li>Ernst Cassirer, \u201cIntrodu\u00e7\u00e3o\u201d da <i>Filosofia das Formas Simb\u00f3licas <\/i>(1923) ou o in\u00edcio de <i>An Essay on Man <\/i>(1944).<\/li>\n<\/ul>\n<p><b>12 Maio 2021<\/b><\/p>\n<ul>\n<li>Emmanuel Mounier, <i>O Personalismo <\/i>(1947) \u2013 Primeiras p\u00e1ginas do capitulo 1: \u201cA Exist\u00eancia Encarnada\u201d<\/li>\n<\/ul>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; (Clique\u00a0\u25ba para visualizar) DESCRI\u00c7\u00c3O E OBJETIVOS Na Gr\u00e9cia Antiga, a m\u00e1xima \u201cconhece-te a ti mesmo\u201d surgiu no panorama da filosofia ocidental e tem acompanhado o homem como pano de fundo do percurso filos\u00f3fico universal, em busca de um conhecimento unificador de todas as coisas.\u00a0A Filosofia da Cultura stricto sensu, tal como outras filosofias do [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"activitypub_content_warning":"","activitypub_content_visibility":"","activitypub_max_image_attachments":4,"activitypub_interaction_policy_quote":"","activitypub_status":"","footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-1882","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-uncategorized"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/cful.letras.ulisboa.pt\/praxis\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1882","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/cful.letras.ulisboa.pt\/praxis\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/cful.letras.ulisboa.pt\/praxis\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cful.letras.ulisboa.pt\/praxis\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cful.letras.ulisboa.pt\/praxis\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1882"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/cful.letras.ulisboa.pt\/praxis\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1882\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2022,"href":"https:\/\/cful.letras.ulisboa.pt\/praxis\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1882\/revisions\/2022"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/cful.letras.ulisboa.pt\/praxis\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1882"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/cful.letras.ulisboa.pt\/praxis\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1882"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/cful.letras.ulisboa.pt\/praxis\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1882"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}