Seminar Series in Analytic Philosophy 2009-10

October 8, 2010 12:00am

 


June 30
Øystein Linnebo 
(Birkbeck College)
Reference by abstractionI describe a language that appears to allow reference to directions and other kinds of abstract objects. Some semantic theories take this appearance at face value, whereas others explain it away and eschew any mention of abstract objects. I develop some arguments in favour of the former sort of semantics. This amounts to a form of reference by abstraction. I end by discussing a respect in which the use of a language is essentially prior to semantic theorizing about the language.

June 21
Jesper Hoffmeyer 
(University of Copenhagen)
Biosemiotics: A Naturalistic Approach to the Question of Meaning

Signs, whether of natural or cultural origin, act by provoking receptive systems – human or non-human – to form interpretants (e.g. a movement or a brain activity) that somehow relates the system to this “something else”. Semiotics sees meaning as connected to the formation of interpretants. In a biosemiotic understanding living systems are basically engaged in semiotic interactions, i.e. interpretative processes, and organic evolution exhibits an inherent tendency toward an increase in semiotic freedom. Mammals are generally equipped with more semiotic freedom than are their reptilian ancestor species, and fishes are more semiotically sophisticated than are invertebrates. The evolutionary trend towards the production of life forms with an increasing interpretative capacity or semiotic freedom implies that the production of meaning has become an essential survival parameter in later stages of evolution.

May 7
Pedro Galvão 
(Lancog, Centro de Filosofia da Universidade de Lisboa)
A Probabilidade de Deus

O universo, pelo ficámos a saber graças aos avanços na física cosmológica, está minuciosamente afinado para a existência de vida racional. Isto significa, por exemplo, que o seguinte parece ser verdade a respeito de várias constantes físicas: se estas tivessem assumido valores ligeiramente diferentes, nunca poderia ter surgido alguma vez vida racional, nem sequer outras formas de vida. A afinação minuciosa do universo motivou um novo argumento teleológico a favor da existência de Deus. Os seus defensores sustentam que esta aumenta significativamente a probabilidade da perspectiva teísta. Há, porém, uma forma de dar conta da afinação minuciosa que dispensa a existência de qualquer afinador inteligente: admitir que o nosso universo é apenas um entre muitos universos. Defenderei que, dada a afinação minuciosa em causa, deveremos inferir que a disjunção «afinador ou multiverso» é efectivamente muito provável. Para justificar a opção por uma das hipóteses disjuntas em detrimento da outra, ambas as partes envolvidas neste debate filosófico têm invocado o critério da parcimónia. Argumentarei que este critério, devidamente entendido, coloca em vantagem a hipótese do afinador – o qual, no entanto, não tem de ser identificado com Deus.

Nota: Esta sessão do Seminário de Filosofia Analítica ocorre também no âmbito do Projecto A QUESTÃO DE DEUS – HISTÓRIA E CRÍTICA, FCT / CFUL [PTDC/FIL/64249/2006]

April 26
Hartry Field 
(New York University)
Is there a problem about revising Logic?

How, if at all, can one rationally change which logic one employs? I’ll reply both to those who think we can’t and to those who minimize the problems of doing so, and suggest a model for how such rational change might occur. I’ll connect the discussion with a real example: the issues surrounding what I take to be a serious though not incontrovertible case for logical revision.

April 16
Ricardo Santos 
(Universidade de Évora; IFL)
Ser de uma maneira sem ser claramente dessa maneira

É possível uma coisa ou alguém ser de uma certa maneira, mas não ser claramente dessa maneira? Contra a opinião de Michael Dummett, Kit Fine e muitos outros, defendo neste trabalho que essa é uma possibilidade genuína. A questão é relevante sobretudo no âmbito da discussão do problema da vagueza. A distinção entre ser-tal e ser-claramente-tal é crucial no tratamento da vagueza, por exemplo para caracterizar os casos de fronteira, para descrever a vagueza de ordem superior e para explicar porque é que a premissa maior do Sorites não é aceitável apesar de parecê-lo. Nas abordagens mais formais, propõe-se mesmo uma lógica da vagueza na qual o advérbio ‘claramente’ é representado por um operador frásico que obedece a regras de inferência específicas. Para avaliarmos as regras aí propostas, precisamos de ter as questões básicas como esta que coloco bem pensadas e já respondidas. Na falta de uma defesa directa da resposta positiva à minha questão, usarei argumentos indirectos. Nomeadamente, explorarei o papel que a resposta contrária, tal como representada pela aceitação de uma regra de introdução do operador de clareza, desempenha em alguns argumentos de colapso que nos últimos anos têm sido apresentados por diversos autores.

February 26
Sara Bizarro 
(LanCog Group, Centro de Filosofia)
Science Without Data? Phenomenal Consciousness and Heterophenomenology.

The word consciousness is used for several types of mental events: wakefulness, attention, recalling, emotions, thoughts, beliefs, self-consciousness etc. Cognitive Science and Psychology research these types of events. Phenomenal Consciousness is defined in the Philosophy of Mind as “subjective experience” or as the “what it is like for somebody to be that person in that moment”. All the mental events listed above are usually accompanied by some sort of phenomenal subjective feeling for those experiencing them. In contemporary Philosophy of Mind it is often argued that this phenomenal side of consciousness cannot be the object of scientific enquiry (Chalmers) and that, therefore, a science of consciousness is doomed from the start (Nagel). On the other side of the debate, heterophenomenologists (Dennett) argue that we are justified in using reports of individuals regarding their subjective experience as data in our scientific enquiries about consciousness. In this talk I will discuss weather the reports of subjects can be considered reliable data for a scientific study of consciousness using as reference the debate about the legitimacy of mental imagery reports presented by Pylyshyn, Shepard and Kosslyn

January 8
Gonçalo Santos (LanCog Group, Centro de Filosofia – Logos, Universidade de Barcelona)
A Not So Fine Modal Version of Generality Relativism

Russell’s Paradox is standardly interpreted as showing that there cannot be a set of all sets. But at the same time that it establishes something, this result raises some peculiar questions. One could ask, for example, how to understand a collection that is not a set or why is it that there cannot be a set of all sets. In the following we will say some things about the first question, but will be particularly concerned with an answer that has been provided for the second. We thus begin by presenting the naive and the iterative conceptions of set, describe the construction of the set-theoretical hierarchy and discuss the notion of proper class. The discussion then moves on to whether it is possible to make sense of the claim that the set-theoretical hierarchy is to be understood as being indefinitely extensible. In particular, we discuss a modal version of generality relativism that has been put forward by Kit Fine and try to understand if it allows us to come up with a non self-defeating formulation of the generality relativist thesis. We will argue that Fine’s modal version does not appear to be of much help in this task.

December 11
Teresa Marques 
(LanCog Group, Centro de Filosofia – Logos, Universidade de Barcelona)
Sobre a Discórdia e a Retractação

No debate contemporâneo entre relativistas e contextualistas, tem-se apelado insistentemente a dados sobre o desacordo entre falantes, e sobre retractações. Os relativistas, em concreto, mantêm que estão em melhor posição para explicar as nossas intuições com respeito aos casos de aparente persistência de desacordo sobre assuntos ditos subjectivos (pelo menos, dependentes de uma determinada perspectiva), desde a moral, a estética ou o humor, à dita modalidade epistémica. Contudo, o que tem faltado no debate actual é uma explicação que clarifique a noção de desacordo, bem como a de retractação. Nesta comunicação, distinguirei dois tipos de desacordo: o desacordo sobre conteúdo e o desacordo pragmático. A discussão tem focado principalmente a ideia de desacordo sobre conteúdo. Proponho condições necessárias e suficientes para caracterizar o desacordo sobre conteúdo, e argumento que nenhuma forma de relativismo no debate actual, seja o moderado ou o radical, está em melhor posição para explicar qualquer tipo de desacordo sobre conteúdo em questões subjectivas. Proponho ainda que as retractações podem igualmente distinguir-se como retractações sobre conteúdo e retractações pragmáticas, e que uma retractação pode plausivelmente ser vista como um desacordo que um sujeito tem consigo mesmo no passado. Finalmente, sugiro que em questões consideradas subjectivas o que há a estudar é o que chamarei desacordo pragmático, a ser caracterizado mais como um conflito de atitudes do que uma discussão sobre a verdade ou falsidade de um putativo conteúdo literal, e sugiro que uma perspectiva iluminadora consiste em tratar o acordo ou a concórdia nos termos de David Lewis, como uma solução para os problemas de coordenação de interesses subjectivos.

October 30
João Branquinho 
(Universidade de Lisboa, LanCog Group)
Existence IS NOT a Higher-Order Predicate

The negative claim of the talk is that the Frege-Russell view of the existence predicate as a higher-order predicate is profoundly mistaken and should be abandoned (even with respect to general statements of existence such as “Flying mammals exist”). The positive claim of the talk is that, in the context of first-order discourse, the existence predicate could and should be invariably seen as a first-order predicate and existence as a bona fide property of individuals (pace Kant, Hume, Frege, Russell and others). Two important assumptions concerning existence are shared with the Frege-Russell tradition, though: (a) There are no non-existent objects; (b) The relevant concept of existence is best captured by the existential quantifier of standard predicate logic.

Nota: Esta sessão do Seminário de Filosofia Analítica ocorre também como IXº Seminário do Projecto A QUESTÃO DE DEUS – HISTÓRIA E CRÍTICA, FCT / CFUL [PTDC/FIL/64249/2006]

October 8
Duncan Pritchard 
(University of Edinburgh)
Anti-Luck Virtue Epistemology

It is argued that there are two ‘master’ intuitions about knowledge – an anti-luck intuition and an abilityintuition – and that these impose distinct epistemic demands. It is claimed that recognising this fact leads one towards a new proposal in the theory of knowledge – anti-luck virtue epistemology – which can avoid the problems that afflict other theories of knowledge. This proposal is motivated in contrast to two other ways of thinking about knowledge which are shown to be ultimately unsuccessful: anti-luck epistemology and virtue epistemology. Finally, a diagnosis is offered of why our concept of knowledge should have the kind of structure dictated by anti-luck virtue epistemology.