Bruno Jacinto

LANCOG Universidade de Lisboa

Bridge Principles and Purely Epistemic Norms

17 January 2018, 16:00

Faculdade de Letras de Lisboa

Room Pedro Hispano

Abstract: One influential approach to inquiry on the normativity of logic consists in investigating what are the true bridge principles relating claims of logical consequence with norms for belief. Although the question of whether logic is normative is naturally understood as an epistemic one, bridge principles have typically been investigated in isolation from debates over the correct epistemic norms. In this paper we present a number of consequences for the normativity of logic of the hypothesis that logic is normative in a distinctively epistemic sense, and so that the norms occurring in bridge principles are epistemic norms. We do so by first proposing a Kripkean model theory accounting for the interaction between logical, doxastic, epistemic and deontic notions and then showing some of the predictions of the model theory concerning the implication of bridge principles by distinguished purely epistemic norms. The latter are norms, such as the truth and the knowledge norms of belief, whose formulation does not involve logical notions. They are formulated solely in terms of  doxastic, epistemic  and deontic notions. We conclude by proposing a minimal theory of the interaction between logical, doxastic, epistemic and deontic notions. The true bridge principles are at least those that are commitments of this minimal theory. [This is joint work with Claire Field]

Guido Imaguire

Federal University of Rio de Janeiro

A Semantic Criterion for Existential Import

19 December 2017, 16:00

Faculdade de Letras de Lisboa

Room B1

Abstract: In his book Logic and How It Gets That Way, Jacquette (2010) presents ‘the formalization paradox’ which emerges from the attempt to formalize a sentence like ‘Some monkey devours every craisin’, where craisins are imaginary non-existent fruits. From this paradox Jacquette concludes the expressive inadequacy of classical predicate quantificational logic. In this paper I analyze the three assumptions made in the emergence of the paradox, viz.: (i) colloquial expressions of the same logical form can and should be formally symbolized by applying the same symbolization schema; (ii) ‘Some monkey devours every raisin’ is correctly translated as ∃x (Mx ∧ ∀y (Ry ® Dxy)); (iii) uninstantiated predicates can legitimately enter into (meaningful, true or false) predicate-quantificational symbolizations. I fully accept (iii), but reject both (i) and (ii).  I argue, firstly, that (i) has at first glance two possible interpretations, one trivial and one false. So, I try to establish a third and more reasonable interpretation. Based on this interpretation I argue that ∃x (Mx ∧ ∀y (Ry ® Dxy)) is not the adequate formalization of ‘Some monkey devours every raisin’. My basic claim is based on a generalization of Russell’s theory of descriptions: just as most sentences of natural language which contain definite descriptions are viewed as entailing existential force which must be made explicit in formalization, so do we also consider many, although not all, sentences which contain general terms. A criterion will be presented and defended for deciding in each possible case if a sentence entails existential force.

Guido Imaguire

Federal University of Rio de Janeiro

Is Ostrich Nominalism a Dismissive Solution
to the Problem of Universals?

15 December 2017, 16:00

Faculdade de Letras de Lisboa

Sala Mattos Romão (Departamento de Filosofia)

Abstract: Ostrich Nominalism is often described as a dismissive solution to the problem of universals. This is curious because there is no agreement about what exactly is the core of this problem, and which is its adequate formulation. In this paper I will present five different formulations and argue that Ostrich Nominalism is not dismissive at all. In fact, I will propose a positive and substantial answer to each one of the formulations of the problem. However, in order to solve predicaments of the original formulation of Ostrich Nominalism it will be important to appeal to the notion of ontological grounding and its logic.

Luís Estevinha Rodrigues

Federal University of Ceará

Mixed Epistemology, Methodological Naturalism, Gettierization and Explanatory Blindness

24 November 2017, 16:00

Faculdade de Letras de Lisboa

Sala Mattos Romão (Departamento de Filosofia)

Abstract: Henderson & Horgan (2011) defended a middle ground epistemology with three main ingredients: low-grade apriorism, transglobal reliabilism and objective epistemic justification. In this talk I evaluate the bulk of this proposal and raise some objections concerning the scope of its naturalized chunk.

Apresentação do livro “O Apocalipse segundo Fernando Pessoa e Ofélia Queiroz” de Paulo Borges, 21 de Novembro, 18:30

Com a presença do autor e recitação de textos por Ângela Santos, Daniela Velho e Maria Paula Lourinho

Local: O Coração do Mundo, Av. Duque de Ávila, 95, 3º andar (junto ao Metro Saldanha)

 

A obra é a base do guião do espectáculo multi-artístico com o mesmo nome que se estreou recentemente no Teatro do Bairro, em Lisboa, e terá uma nova representação no Teatro D. João V, na Damaia, em 25 de Novembro, às 21:30

“Sozinho, no cais deserto, nesta Hora sem tempo
Olho pro lado da barra, olho pro Infinito
Olho sem olhos, corpo-alma transido de saudade
Olho a fúria deste céu de crepúsculo e tempestade
E a Distância começa em mim a girar
A Distância começa em mim a girar
A Distância começa em mim a girar”

“Sou A-que-não-é, A-que-não-foi, A-que-jamais-será
A matriz imensa que a tudo dá à luz, nutre, reabsorve e recria
A mãe, irmã, esposa e amante de todos os seres e coisas
O Alfa-Ómega
A Toda-Poderosa que nada pode senão tudo amar
A infinita saudade que há em todas as coisas
O Infinito-Saudade”

“Não apareci senão para te iniciar ao Amor
Para te insuflar boca na boca o Fogo-Sopro do mundo
Para unirmos os corações ardentes
No íntimo da carne iluminada”

“Ah, quem me desencantará?
Quem me reconhecerá?
Quem me beijará o coração?
Quem me amará e fecundará?
Quem erguerá a mão, encontrará hera
E verá que “ele mesmo era
A Princesa que dormia”?”

“Cesse aqui todo o pensamento, imaginação e linguagem
Dissipem-se todos os véus de conceitos, palavras e símbolos
Finde tudo o que a musa antiga canta
Que outro valor mais alto se levanta
Nada acrescentemos ao espanto, perplexidade e maravilhamento
Deste imenso esplendor e prodígio!”

“Vinde a nós, ó vós todos em cujo íntimo desde sempre habitamos!
Vinde a nós, ó vós todos em cujo coração agora mesmo ressurgimos!
Vinde, ó vinde, vós todos que sois Todo o Mundo e Ninguém!
Ó vós todos, povos-seres de todo o cosmos que trazeis no coração um Mundo Novo!
Aqui e Agora vos convocamos
É a Hora da Grande Mutação
A Hora das Horas
A Hora dos quatro tempos refluírem para o centro anterior a tudo
E ressurgirem como o Quinto
O Império sem império
A Era sem tempo
A Era sem era do despertar da consciência-coração na visão-amor universal!

Ó excelsas irmandades e confrarias do Quinto Império sem império nem imperador a não ser a coroada criança que dança de roda e olhos atónitos num rodopio de espantos, pombas e rosas!
Ó excelsas irmandades e confrarias do Império do Santo Espírito, que ninguém sabe de onde vem nem para onde vai, sopra onde quer e fala um silêncio de todas as línguas!
Ó excelsas irmandades e confrarias dos amantes andróginos, que conduzem ao altar interno o masculino e o feminino e o unem em Núpcias mais vastas que o espaço que explodem em festas e folias de amor por todos os seres e coisas!

Vinde a nós, ó vós todos, que é a Hora!
É a Hora!
A Hora!
Agora!

Valete, Fratres!
Saúde, Irmãos!”

Entrada Livre