Mário Cardoso is one of the speakers at the Conference «Ortega y Gasset: Le Rebelión de las Masas», where he will present the paper «Homem-massa: elevação e decadência» on the 11th of June at 18:00 in Room Timor (Library Building, Catholic University of Portugal).

Organization: CEFi (Centro de Estudos de Filosofia)

Free attendance.

More information here.

Paulo Borges is launching his new book Presença Ausente. A Saudade na Cultura e no Pensamento Portugueses. Nova Teoria da Saudade at Lisbon Book Fair, on the 4th of June at 18:30.

Miguel Real, philosopher and author, is presenting the book.

Free attendance.

We are glad to announce that Paulo Borges was awarded the Premio Ibn Arabi – Taryumán 2019!

The award ceremony will be held in Ávila, Spain on the next 11th of May. The ceremony is part of the «International Symposium Ibn Arabi de Mias-Latina: Poesía y Percepción Interior (Shi’r wa-shu’ûr) en Ibn Arabi y la Literatura Mística» organized by Universidad de la Mística (Ávila, Spain) where Paulo Borges is giving the opening conference.

 

The conference is allso hosting the presentation of his newest book Presença Ausente. A Saudade na Cultura e no Pensamento Portugueses.

 

More information on the event here.

 

Apresentação do livro “O Apocalipse segundo Fernando Pessoa e Ofélia Queiroz” de Paulo Borges, 21 de Novembro, 18:30

Com a presença do autor e recitação de textos por Ângela Santos, Daniela Velho e Maria Paula Lourinho

Local: O Coração do Mundo, Av. Duque de Ávila, 95, 3º andar (junto ao Metro Saldanha)

 

A obra é a base do guião do espectáculo multi-artístico com o mesmo nome que se estreou recentemente no Teatro do Bairro, em Lisboa, e terá uma nova representação no Teatro D. João V, na Damaia, em 25 de Novembro, às 21:30

“Sozinho, no cais deserto, nesta Hora sem tempo
Olho pro lado da barra, olho pro Infinito
Olho sem olhos, corpo-alma transido de saudade
Olho a fúria deste céu de crepúsculo e tempestade
E a Distância começa em mim a girar
A Distância começa em mim a girar
A Distância começa em mim a girar”

“Sou A-que-não-é, A-que-não-foi, A-que-jamais-será
A matriz imensa que a tudo dá à luz, nutre, reabsorve e recria
A mãe, irmã, esposa e amante de todos os seres e coisas
O Alfa-Ómega
A Toda-Poderosa que nada pode senão tudo amar
A infinita saudade que há em todas as coisas
O Infinito-Saudade”

“Não apareci senão para te iniciar ao Amor
Para te insuflar boca na boca o Fogo-Sopro do mundo
Para unirmos os corações ardentes
No íntimo da carne iluminada”

“Ah, quem me desencantará?
Quem me reconhecerá?
Quem me beijará o coração?
Quem me amará e fecundará?
Quem erguerá a mão, encontrará hera
E verá que “ele mesmo era
A Princesa que dormia”?”

“Cesse aqui todo o pensamento, imaginação e linguagem
Dissipem-se todos os véus de conceitos, palavras e símbolos
Finde tudo o que a musa antiga canta
Que outro valor mais alto se levanta
Nada acrescentemos ao espanto, perplexidade e maravilhamento
Deste imenso esplendor e prodígio!”

“Vinde a nós, ó vós todos em cujo íntimo desde sempre habitamos!
Vinde a nós, ó vós todos em cujo coração agora mesmo ressurgimos!
Vinde, ó vinde, vós todos que sois Todo o Mundo e Ninguém!
Ó vós todos, povos-seres de todo o cosmos que trazeis no coração um Mundo Novo!
Aqui e Agora vos convocamos
É a Hora da Grande Mutação
A Hora das Horas
A Hora dos quatro tempos refluírem para o centro anterior a tudo
E ressurgirem como o Quinto
O Império sem império
A Era sem tempo
A Era sem era do despertar da consciência-coração na visão-amor universal!

Ó excelsas irmandades e confrarias do Quinto Império sem império nem imperador a não ser a coroada criança que dança de roda e olhos atónitos num rodopio de espantos, pombas e rosas!
Ó excelsas irmandades e confrarias do Império do Santo Espírito, que ninguém sabe de onde vem nem para onde vai, sopra onde quer e fala um silêncio de todas as línguas!
Ó excelsas irmandades e confrarias dos amantes andróginos, que conduzem ao altar interno o masculino e o feminino e o unem em Núpcias mais vastas que o espaço que explodem em festas e folias de amor por todos os seres e coisas!

Vinde a nós, ó vós todos, que é a Hora!
É a Hora!
A Hora!
Agora!

Valete, Fratres!
Saúde, Irmãos!”

Entrada Livre

O novo livro de Paulo Borges, “Do Vazio ao Cais Absoluto ou Fernando Pessoa entre Oriente e Ocidente” (Lisboa, Âncora, 2017) será apresentado pelo escritor e pensador Miguel Real na Sala de Actos da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa no dia 24 de Maio às 18:30.

Este livro mostra um Fernando Pessoa que transita em duplo sentido entre o Vazio e o Cais Absoluto, dois temas e imagens marcantes na sua obra e icónicos do Oriente e do Ocidente. Na verdade, um Fernando Pessoa que, bem pessoanamente, se move entre um e outro, sem jamais se fixar num ou noutro. “Entre” é o espaço por excelência do fluxo pessoano. Entremos nele.

Entrada Livre

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Lançamento do livro de Paulo Borges, “Do Vazio ao Cais Absoluto ou Fernando Pessoa entre Oriente e Ocidente”, 27 de Abril, 18:30

Neste novo livro dedicado a Fernando Pessoa, no qual continuamos a explorar a fecundidade filosófica da sua obra e a pensar a partir dela, reunimos estudos sobre as relações explícitas e implícitas do poeta e pensador português com temas centrais da espiritualidade e da cultura orientais e ocidentais. Dotado de um espírito cosmopolita e universalista, Pessoa dialoga directa e indirectamente com as grandes questões do pensamento e da experiência humanos presentes nas tradições planetárias. Cremos ser fundamental investigar e conhecer esta menos atendida mas central dimensão da obra pessoana para uma compreensão mais ampla do seu pensamento, da sua modernidade e da sua fecunda actualidade. No que respeita a esta, cremos que os estudos presentes neste volume mostram como Fernando Pessoa nos lega um poderoso contributo para alguns dos desafios maiores do século XXI, como o conhecimento da natureza e possibilidades profundas da consciência e o encontro e diálogo entre culturas e religiões.

Este livro mostra um Fernando Pessoa que transita em duplo sentido entre Vazio e o Cais Absoluto, dois temas e imagens marcantes na sua obra e icónicos do Oriente e do Ocidente. Na verdade, um Fernando Pessoa que, bem pessoanamente, se move entre um e outro, sem jamais se fixar num ou noutro. Entre é o espaço por excelência do fluxo pessoano. Entremos nele.

 

Paulo Borges – Professor do Departamento de Filosofia da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa e investigador do Centro de Filosofia da mesma Universidade. Membro correspondente da Academia Brasileira de Filosofia. Director da revista Todo o Mundo ENTRE Ninguém. Sócio-fundador e ex-membro da Direcção do Instituto de Filosofia Luso-Brasileira. Ex-presidente e membro da Direcção da Associação Agostinho da Silva. Ex-presidente da União Budista Portuguesa. Sócio-fundador e presidente do Círculo do Entre-Ser, associação filosófica e ética. Autor de centenas de conferências, livros (ensaio filosófico, poesia, ficção e teatro) e artigos em revistas científicas e obras colectivas, publicados em Portugal, Espanha, França, Itália, Roménia, Alemanha e Brasil. Dos livros dedicados a Fernando Pessoa destacam-se: O Jogo do Mundo. Ensaios sobre Teixeira de Pascoaes e Fernando Pessoa (2009); Uma Visão Armilar do Mundo. A vocação universal de Portugal em Luís de Camões, Padre António Vieira, Teixeira de Pascoaes, Fernando Pessoa e Agostinho da Silva (2010); Olhares Europeus sobre Fernando Pessoa (coordenador, 2010); O Teatro da Vacuidade ou a Impossibilidade de Ser Eu. Estudos e ensaios pessoanos (2011); É a Hora! A mensagem da Mensagem de Fernando Pessoa (2013); Nietzsche, Pessoa e Freud (coordenador, com Nuno Ribeiro e Cláudia Souza; 2013); Ode Marítima de Álvaro de Campos, edição e textos interpretativos (com Cláudia Souza e Nuno Ribeiro; 2016); A Renascença Portuguesa. Tensões e Divergências (com Bruno Béu de Carvalho; 2016).

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